
A meu ver, Imortais pode ser comparada a uma mesa de RPG, daquelas bem cretinas e preguiçosas. Os jogadores não se deram ao trabalho de escrever a história dos personagens e nem expor a motivação dos mesmos. Desta forma a ligação entre eles ficou bem superficial. O narrador começou bem empolgado com o Vilão da história, mas desanimou no meio do caminho e também falhou ao expor a motivação do mesmo. Esse mesmo narrador não entendia muito bem de mitologia e se perdeu um pouco (bastante, até). Tem até um cara grande que usa um capacete de touro, que acredito era pra ser um Minotauro.
Um outro NPC era o Oráculo, uma menina linda e virgem e a sua virgindade lhe garantia as visões, acho que o narrador achou que o NPC tava ajudando demais e resolveu fazer ela perder a virgindade com Teseu.
E sabe aquela mesa que você conta nos dedos os minutos para um combate? Por ser a única coisa que vale a pena? Os combates foram interessantes, mais teve uma coragem idiota de uns personagens, alguns momentos claramente eles tiram falha crítica no dado (principalmente quando o Teseu perdeu o arco). Na hora da batalha (tão aguardada por mim) entre deus e os titãs eu só tive vontade de tacar o meu tênis na cabeça de quem fez aquilo e com certeza o narrador se perdeu feio na contagem dos pontos de vida.
(Então, já fui questionada sobre se as cenas valem à pena e eu não sou a mais indicada para responder isso pois, a irritação me consumia e não conseguir relativizar para encontrar algo de bom nas cenas. Cenas em 3D eu vi a cena final, mas não posso garantir que essa foi a única o óculos ficava grande demais no meu rosto e eu não parava de espirrar).