Observação importante: o texto abaixo é fictício, assim como seu narrador. A responsável pelo blog não concorda com as opiniões expressas pelo narrador do conto que envolvem racismo e outros tipos de discriminação.
Porque tu está ligado, velho. Tem só três esquemas que eu curto à vera. Um é o Som, o Metal – única arte que presta E quando eu digo metal, no true, não estou falando de qualquer metal. Não estou pensando no sonzinho miado desses evil metaleiros de peruca, que se acham muito fodas só porque põem distorção na guitarra e cantam fino que nem se soprassem a porra de uma flauta doce pelo cu. Ah, não. Quando eu falo em Metal, estou falando de coisa de macho sério, pode crer? Com culhão para sangrar a garganta invocando o cramulhão e encarar o chifrudo de frente, poder do mal, só é, a coisa feia.
Depois, meu segundo barato é boceta. Motivos óbvios. Em chupar, no principal, é o que mais me amarro. Cair de boca. Esfregar minha cara numa xana melada, que nem se fosse entrar para dentro. Retorno ao útero, sei lá. Por esses tempos tenho trabalhado muito numa técnica em que lambo a rosca da mina ao mesmo tempo em que introduzo o nariz na xota dela, ou acaricio com ele seu grilo. Coisa de gênio. Ah, mas tem que ver que boceta de mina paty ou cluber eu não chupo, que, puta merda, essas minas sem carisma que põem calcinha cor-de-rosa e vão para a balada ouvir poperô, para mim, era na base da cabeçada e do murro na boca, para largarem mão de serem frescas. As piranhudas.
Aí, tem meu terceiro tesão que é metralhadora. Não que eu tenha uma, nem mesmo vi de perto. Mas estou economizando para comprar. Na TV ou no cinema, é só um puto sacar uma metranca daquelas que eu quase me gozo todo na cadeira. A arma perfeita: a metralhadora, na medida certa. Poder da anarquia. Realiza: mais potentes que uma cuspideira, só os breguetes de explodir, tipo bomba, granada e míssil. O esquema é que, embora explodir os baratos possa até ser divertido, chega a ser quase impessoal, está me entendendo? Me diz, ah, quero que tu me diga qual é a porra da graça de se jogar uma bomba nuclear do alto de um jato militar. Está sacando agora? Tu mata um milhão de negos mas é que nem se matasse um milhão de formigas. Sem olhar nos olhos deles. Sem ver o sangue que derramou. Agora, vem cá, imagina tu pegar um travesti safado e nordestino, ou um preto pagodeiro e encher de bala o rabo dele, na rajada, ratatatá. Iurrú! A maravilha. É o que eu te digo, mano: se tu pega um inocente com uma merda de uma pistolinha ou um três-oitinho, tu não passa de um covarde assassino. Agora tu faz isso com uma boa metranca e tu é Deus, o soberano. Exagero true metal de poder de fogo. O bicho pega é de metranca.
Que nem. Tivesse eu com uma debaixo do braço quando vieram os cabeçudos sem carisma e eu queria ver eles se engraçarem. Se não pude fazer nada, é porque os putos me cataram desarmado e desprevenido, no meio da anarquia. Os safados. Que os covardes me pegaram de pau, que era eles virem no mano, coisa de homem, que iam só aprender, com o meu muay thai na adolescência deles, a lidar com metal warrior de verdade. Ah, não. Homem que é homem pega é no mano, um contra um, punho com punho, faca com faca e tiro com tiro. Igual eu com os patos. Para tu ver. Quando eu saía no meio da madrugada para enfrentar os evil nadadores de peruca, podia bem tirar vantagem de ser um animal racional e levar uma faca, um estilingue, uma pedra que fosse. Qual é? Eu sou é true metal. Que nem samurai, a gente tem nossa honra, pode crer? Levava só era uma lanterna, um barbante e a caixa de sabão em pó na mochila, para depois. O fatality.
Porque a minha picuinha com os bicudos vem de muito tempo. Na real, de quando eu era moleque. Quase seis meses de escolinha de natação e nada. Quer dizer, nadar, nada. Nada de nadar. Só engolindo água naquela merda daquela piscina. Só fodendo meus olhos no cloro, sem conseguir relaxar nem dominar o medo que me puxava sempre para baixo. Tem coisa que Satanás não permite. O chifrudo. E os patos lá, na lagoa do parque, nadando que nem se fossem os donos da coisa. Os canalhas. Me humilhado. Um bicho estúpido daquele me apavorando. Os putos dos patos. Como é que podia? Ah, mas os malandros. Descobri o segredo deles um dia. Os sacanas. Foi numa aula de ciências. A maravilha que é o estudo. Não me esqueço nunca da professora falando que os patos produziam no rabo um treco gorduroso que espalhavam com o bico pelo corpo, deixando as penas impermeáveis. Ah, a inspiração anarquista. Uma semana depois, eu lá, me atracando de madrugada com um dos bichos, que consegui agarrar na beira do lago. Imobilizei o puto. Amarrei o pato com um barbante. Tirei da mochila a caixa de sabão em pó. Vamos tomar banho? Seu patinho feio e sujo. Lavei o bicudo na lagoa mesmo, ensaboando com capricho as sua penas. Quando terminei, desamarrei o animal e arremessei no meio da lagoa. Ah, o espetáculo. Vai, meu nobre, quero ver tu nadando no hard, cafajeste. Nada agora, cheater filho do demo. Sem trapacear é difícil, não é, seu bosta? A coisa linda. Ele caiu na água. Estranhou. Tentou boiar e não conseguiu. Desequilibrou. Afundou uma vez. Voltou à tona. Tentou se arremessar, mexendo as asas como se quisesse voar para fora. As penas encharcadas e pesadas. Caiu um metro adiante. Afundou. Ressurgiu. Afundou. Desapareceu. Ah, a beleza que é a ciência.
A anarquia. Terapia. Está ligado? Lava pato todo dia, que agonia. Puta merda. Para tu ver como rima é uma coisa escrota. Coisa de rapper, coisa de preto. Ou então de viadinho metido a poeta. Metal warrior só rima é só em inglês. Mas, os patos, uma vez por mês me dedicava àquilo. Numa dessas, mano, foi quando os cabeçudos. Imagina só. Eu lá, na maior, ensaboando o pato puto sem me preocupar com nhecas quando, do nada, me aparece a coisa. Sem barulho, nem porra nenhuma. Só uma luz forte para cacete, flutuando no ar, sobre o lago. E eu pensando que nem tinha cheirado nem tomado chá nem nada e o negócio ali, no real. É o demo, eu falei. É o coisa-ruim que veio trocar uma idéia comigo e é agora que o bagulho é feio e fedorento. Ah, mas antes fosse. Que mal tinha eu terminado de pensar aquilo e senti um puxão no meu corpo que me tirou do chão. Aí, me vendo daquele jeito, voando em direção a coisa, eu senti vontade de gritar, mas, assim, sem saber direto o quê, está ligado? Aí eu peguei e gritei iurrú, poder do mal, só é, o chifrudão.
A coisa se abriu e me puxou para dentro. Eu no meio de uma galeria e umas janelas de vidro. Os cabeçudos me olhando. Só aí que me caiu a ficha. Ou eu estou na mão dos marcianos, ou dos cearenses. Os paraíbas. Foi quando abriu uma porta e um cabeçudão de quase dois metros apareceu com um pedaço de pau. Chegou perto de mim e, sem cerimônia, nem muito prazer, me lascou uma paulada no lombo que me vez envesgar de dor. Ah, o baiano sem carisma.
Foi aí que eu saquei qual é que era. Os pederastas. O esquema era duelo. Que nem eu quando moleque. Pegava uma garrafa de refrigerante vazia e enchia de tudo quanto era inseto. Meus gladiadores. Depois chacoalhava aquilo e ficava só vendo a treta que dava. Muita treta, vixe! Os bichos se comendo. O vencedor ganhava a liberdade. Ali, naquela arena, o cabeçudão tentou descer a segunda paulada, mas ah, meu muay thai na adolescência dele. Desviei e sentei no peito do bicho uma joelhada que deu com ele no chão, meio desmaiado. Toma, corno. Peguei do chão o pau e comecei a castigar as carnes do safado. E agora, paraíba? Levanta daí, imprestável. Tua mãe não é homem, viadinho. Tua mãe depila o sovaco com a foice, tanga frouxa. Ah, mas os deceivers. Dessa vez vieram em três e ainda me pegaram por trás, na paulada bruta. Os caras não têm honra. Duelo é o caralho. Os caras queriam era me linchar. Sei lá. Só para me foder. Vai entender. Não tinham outra coisa melhor para fazer, os zé-bocetas. Vamos arrebentar esse aí e está decidido. Me quebraram inteiro, os cabeçudos. Sem chance de me defender. Depois o bagulho se abriu e eu, já quase apagado, despenquei de lá de cima. As coisas que a gente se lembra com a morte diante dos olhos. Pensei naquela história do sapo que foi para o céu dentro da viola do urubu e que, quando atirado de lá de cima, vinha gritando para uma pedra aqui na terra te afasta se não te esmago. Pois é. Eu caindo e vendo que ia cair em cima de um pato, ali, na sua nadadinha noturna. Ao contrário do sapo, eu não gritei porra nenhuma. Só vim pensando a coisa linda, que eu morro, mas levo esse bicudo comigo para o inferno.
Depois disso, eu não me lembro. O breu. Fui encontrado na manhã do dia seguinte. Fodido. Na beira do lago, com uma pneumonia e um monte de ossos quebrados. Me levaram para o hospital. Sobrevivi porque Satanás quis. Na real, que nem sei, assim, com certeza, o que aconteceu mesmo de verdade.
Pois é. No mais, estou me recuperando. E economizando para comprar minha cuspideira. Ah, mas o ócio. Enquanto estive internado tive uma nova inspiração anarquista. Coisa de gênio. Me diz só se tu acha que os sebosos dos sapos conseguem nadar com uma pedra amarrada no corpo deles, hein? Não é que é? Nadar assim, no levinho é fácil, malandrões. Daqui uma semana volto na lagoa e recomeço. Se, dessa vez, os pulhas dos cabeçudos aparecerem, é como eu já disse, o bicho pega de metranca. Transcrito de uma gravação acidental de um depoimento transmitido por uma rádio pirata.
alessandrogarciaa disse
“Aí, tem meu terceiro tesão que é metralhadora. Não que eu tenha uma, nem mesmo vi de perto. Mas estou economizando para comprar. Na TV ou no cinema, é só um puto sacar uma metranca daquelas que eu quase me gozo todo na cadeira.” fala serio!!! Mwauhushuasuhuhsa, é ainda na radio pirata?? q katigoria.
blog shooowwwwwww já linkei no meu blog espero resposta, meu banner ta na sidebar, gratz!
alessandrogarciaa disse
aff me esqueci do link :
http://alessandrogarcia.iblogger.org/
Salsa disse
Nossa, que coisa bizarra.
O pior é que isso me lembra de como um amigo meu fala. O Krueger.
Raphalvesf disse
Hahahahaha idêntico aos meus colegas metaleiros
Krueger disse
Meu caneco + loco que o espantalho do fandangos, no meio de uma briga de cegos com foice no escuro com o cão chupando manga e mastigando concreto! Ixi!
Henrique disse
coisa linda de se ver…. e por essas bandas daqui tem uns representantes desse curioso gênero humano…
Inominavel disse
meio pesado…. mas bacana, agora tu imagina o que uma mulher deve sentir quando ler esse texto???
agarie disse
caralho…a melhor parte é ele com raiva dos patos…hahahahahaha…ele lavando os patos é muita fdputice…hahahaha
e quando ele chama os ets de cearences é melhor ainda…hahahahahaha
Murcilago disse
nao podia deixar de comentar a genialidade do tezto, maravilhoso mesmo, meus parabens, os trejeitos e termos sao muito dignos
fora que uma mulher escrever assim e muito raro,
voce curte metal mesmo ou e so o pseudonimo?
vc muito boa integrante da irmandade nerd linda moça
escreva
Das Neves
angello disse
como e o nome do site q baixa a novas armas de cs me respiondao rapido manos